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Published on novembro 11th, 2014 | by Makson Lima

20 anos de Entrevista Com o Vampiro

Sem dúvida nenhuma, um dos filmes mais importantes da minha adolescência e, por consequência, da minha vida. Este filme despertou meu desejo em ler, escrever e ouvir música, além de um fascínio por vampiros e as ditas criaturas da noite. E lembro perfeitamente do dia que assisti pela primeira vez, escondido dos meus pais; e nunca soube o critério aplicado por eles – Freddy e Jason, okay, Drácula de Bram Stoker e Entrevista Com o Vampiro, jamais. Talvez eles não tivessem ideia da quantidade de nudez e softporn que havia nos slashers. Sempre fui bem alto então sempre foi fácil para mim entrar nos lugares (cinema) e conseguir comprar ou alugar coisas (fitas nas locadoras). E não, nunca pensei em abusar do meu tamanho para conseguir nada além disso, então, lá estava eu, na sessão de filmes de terror que, claro, ficava bem ao lado da pornográfica. Toda locadora era assim, a menos quando havia uma sessão própria de porn, com cortininha divisória e tudo. O terror – os vampiros, nessa minha época nefasta de garoto com dez anos que só queria ver adolescentes serem trucidados – era o mais próximo que eu iria chegar daquela zona proibida da locadora, e das limitações e imposições dos meus pais. Minhas mãos suavam quando cheguei na simpática senhora da locadora para alugar Entrevista Com o Vampiro. E lembro perfeitamente de suas palavras: “Eu sempre vejo você ali nos filmes de terror. Esse aqui é bem legal, viu. Você vai gostar” e eu não respondi uma palavra. Corri para casa, aproveitando que ficaria sozinho até o fim da tarde, e enfiei a fita no VHS. Claro, não estava rebobinada. A ansiedade me consumia. Ao final da sessão, eu tinha certeza de duas coisas: ia deixar meu cabelo crescer e vampiros curtem poodles e crocodilos do pântano. E o mais importante e pertinente para meu futuro como jogador de RPG, ficara aí incubado meu amor que nasceria anos depois por Vampiro: A Máscara!

Postado originalmente em: masquehorror.tumblr.com

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About the Author

Além de detestar falar de si mesmo na terceira pessoa, tem certa obsessão pelo fundo do poço cinematográfico. Séries como Silent Hill, Resident Evil, Shin Megami Tensei e Final Fantasy trazem razão para sua existência e acha absurda a internet do "amo/odeio". Recluso, introspectivo, com um pé na sociopatia e com saúde debilitada, não acredita no ser humano como espécie cosmopolita.



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