Filmes

Published on Fevereiro 27th, 2014 | by Bruno Arruda

A Menina que Roubava Livros

Mais um filme sobre a segunda guerra mundial, você pode pensar. Não tem problema. Até eu, que gosto muito da temática, canso de ver filmes, livros e hq’s abordando o mesmo ponto de vista 500 vezes. Mas essa aqui é diferente.

A Menina que Roubava Livros foi lançado originalmente como livro em 2005, escrito por Markus Zusak, tomado por referências das coisas que os seus pais falavam da Alemanha de Hitler. Vamos partir do ponto que toda a história é contada pela morte. E como diz a contracapa do livro: quando a morte conta uma história, você deve parar para ler. E no caso do cinema, tem que parar para assistir também.

A jovem Liesel Meminger (Sophie Nélisse), a tal ladra, é enviada pela mãe comunista, para que seja adotada por uma família no interior da Alemanha. Na verdade, Liesel seria adotada junto de seu irmão, que morre durante a viagem. É a partir desse ponto que toda a narrativa começa. A morte fica encantada por essa menina. E você também ficará. Pode dizer o que for do filme, mas você sairá do cinema amando a personagem e a atriz.

Outro ator que dá um show a parte é Geoffrey Rush, que interpreta Hans, pai adotivo da menina, que aguenta todo o mal humor de sua mulher, Rosa (Emily Watson). Nem mesmo quando um certo judeu chega ao seu porão essa mulher dá sossego. Mas aí já é muito spoiler…

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A música do filme fica por conta de John Willians. Exatamente o mesmo senhor responsável por obras como Star Wars, Harry Potter, Tubarão, Superman, ET… enfim… eu nem precisava listar nada do cara que teve, até hoje, 49 indicações ao Oscar. E sim, a trilha sonora do filme é mágica. É daquelas que se fundem ao filme. Impossível ver/ouvir um sem o outro. Casamento perfeito.

Outra parte muito positiva do filme é a fidelidade à história original. Tantos nos cenários, figurinos e até mesmo diálogos. Cada parte do filme está descrita ali. É óbvio que chegarão os chatos dizendo que faltou tal personagem… que não mostraram tal coisa…, deixem de ser chatos. O único ponto “fraco” dessa adaptação é que os personagens falam em inglês. O idioma alemão daria aquela cereja do bolo ao filme.

A minha sugestão, assim como em todas as outras adaptações é: leiam o livro antes. Não acaba com a magia do filme e deixa tudo ainda mais interessante. Ah! Um pequeno detalhe que eu ía esquecendo: você vai chorar.

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About the Author

Fã declarado do Kira. Acha Shadow of the Colossus superestimado. Seu animal preferido é o macaco. Sabe até hoje a música de abertura dos Changeman e já se mijou pelo Jaspion.



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