HQ

Published on dezembro 18th, 2013 | by Thiérri Parmigiani

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“Batman: Terra um” humaniza o homem-morcego

Pois é! Comprei um gibi do Bátema e, acredite, eu gostei!

Duas coisas me fizeram comprar essa HQ: a chance de ler um reboot com uma nova origem do morcegão e a sua sinopse que diz:

Batman não é um herói.
Ele é só um homem.
Falível, vulnerável e furioso.

A palavra falível me pescou e eu finalmente poderia ver uma coisa que sumiu das histórias do Bátema há anos: um roteiro que tratasse o Batman como um cara de máscara e capa e não como um herói que não é super, mas desafia todas as leis da física e da probabilidade.

Mas vamos deixar de lado todo esse mimimi e vamos falar de “Batman: Terra um”

batman no lixoAntes de tudo eu gostaria de citar a arte do Gary Frank. De cara eu achei a roupa do Batman muito tosca, mas depois comparei com os outros desenhos (que são excelentes) e vi que ela é tosca por um motivo: É a primeira fantasia feita por um garoto que só queria manter o anonimato enquanto executava sua vingança.

O roteiro é muito bom. Peca em algumas passagens e algumas coisas ficam jogadas, mas nada que diminua a intensidade do enredo.

A história se desenvolve com o Bátema pesquisando quem são os responsáveis pela morte dos seus pais e tudo leva a crer que o mandante do crime é o prefeito Oswald Cobblepot (Pinguim) que perderia as eleições para o Thomas Wayne caso ele não tivesse morrido. Entre investigações, brigas e garoteadas do jovem morcego, flash backs contam como foi a infância do pequeno Bruce (uma malinha da pior espécie).

Destaques positivos:
– Expor como Gotham City é uma cidade afundada em corrupção (algo semelhante à CBF)
– Apresentar o ponto de virada do então detetive Gordon de um agente passivo com tudo o que acontece para um defensor da justiça.
– Alfred é um ex-fuzileiro fodão.
– Existe um Bruce Wayne por baixo da roupa do Batman

Destaques negativos:
– Harvey Dent é colocado em um flash back idiota só para estar lá! É como se Gotham fosse uma cidadezinha do interior onde todos se conheciam na infância e se encontrarão no futuro.
– Focou demais no Pinguim e pouco explorou o lado doentio do Aniversariante.
– Desnecessário o final com a Bárbara projetando o traje de Batgirl sendo que o próprio Batman ainda é uma novidade nesse universo.

Para finalizar eu digo que essa HQ vale muito a pena e que eu vou procurar o Superman: Terra Um, que saiu no começo do ano e eu ignorei!

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About the Author

Gosta de criar analogias absurdas. Apaixonado por quadrinhos e cinema apesar de não conseguir decorar o nome de mais de uma dúzia de diretores, escritores e desenhistas. Acredita que o Magneto é o Jesus dos mutantes. Tem só 60kg, mas merecia pesar uns 150kg.



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