Jogos

Published on março 12th, 2014 | by Redação TdG

Bioshock Infinite (ou “quando o enredo extrapola o jogo”)

Por Leandro Tavares

Há um certo tempo não escrevo para a Torre. Entre outras coisas, estive ocupado com meu casamento. Detalhes da festa, visitas dos familiares ao novo lar, e duas viagens de lua de mel ocupam bastante o tempo de um nerd. Pegou a pista na frase? Sim, duas viagens. Uma, a oficial/ real, com a esposa para a ótima Buenos Aires (#ficadica). Outra, mais íntima, no campo dos games, visitando Columbia.

Já destacamos anteriormente nos mais diversos cômodos da Torre que Bioshock Infinite está disponível de graça para assinantes PS Plus, portanto baixá-lo é quase uma obrigação. Eu havia comprado o jogo antes da promoção, mas ainda não tinha jogado. Demorei bons dois meses para chegar ao fim, jogando de hora em hora, poucas vezes ao longo da semana. E a cada vez que eu jogava o título da finada Irrational Games, mais e mais eu desejava conhecer aquele universo e suas particularidades.

Columbia é tão orgânica que você nem perceberá que ela flutua no céu.

O design da cidade flutuante é algo raro em jogos. Os detalhes da arquitetura, os conversas e os pôsteres de propaganda da teocracia que domina Columbia contam suas história de segregação e fanatismo religioso. Diferentemente do primeiro Bioshock, que de cara me conquistou pela jogabilidade alternando armas e “magias” (os saudosos plasmids), em Infinite o enredo é tudo.

Fica a explicação: dizer que a história do game é sua melhor parte não significa que os combates do jogo são fracos ou tediosos. Pelo contrário, gostei bastante das mecânicas e possibilidades apresentadas com as diferentes estratégias que armas, vigores e equipamentos oferecem ao longo da aventura.

Costumo adotar um estilo sniper em games FPS, de Mass Effect a Tomb Raider, e em Bioshock Infinite usei pelo menos cinco estratégias do início ao fim, todas eficientes. Só senti falta da possibilidade de usar mais ataques melee, enfraquecidos em relação ao apelo que um estilo destes pode ser no Bioshock original com a combinação correta de tonics.

Elizabeth é meiga e não atrapalha morrendo em combates.

Mas realmente o destaque do jogo são os questionamentos levantados por um enredo que parece simples de início, torna-se misterioso quando Elizabeth passa a acompanhá-lo e é fechado com um dos mais incríveis twists em games e, assim como em O Sexto Sentido, estava lá o tempo todo.

Ainda não dá para dizer que é o melhor jogo de 2013, pois ainda falta jogar The Last Of Us, o próximo na fila. No entanto, entre os que joguei, sim, é o melhor na minha opinião, seguido de Tomb Raider e GTA V.

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