Janela pro Oriente

Published on julho 30th, 2013 | by Julio Machado

Fly

Essa última semana estive meio saudosista, assisti alguns tokusatsus e alguns antigos animes como Yuyu Hakusho, Shurato, Jiban, Jaspion e muitos outros. E enquanto eu e uns amigos conversávamos sobre essa época da Rede Manchete e tudo que assistimos eu me lembrei de um anime que não teve final, Fly – O pequeno herói. Pra muitos que assistiram nas manhãs do SBT as aventuras de Fly não sabem da verdadeira história por trás do anime então hoje vou contar pra todos um pouco do que eu sei.

Dragon Quest – Dai no Daiboken foi um mangá lançado em 1990 pela Shonen Jump, pra mim a maior e melhor das revistas de mangás japonesa, e virou anime um ano depois. O mangá teve 349 capítulos e 37 volumes e foi escrito por um mangaká de respeito, Riko Sanjo, que já trabalhou no anime do Digimon Xros War e em Live Actions como Kamen Raider W E Kamen Raider Fourze, mas quando falamos sobre o anime a coisa é um pouco mais triste. O anime teve apenas 46 episódios, pois houve na época um desentendimento entre a Toei Animation que fazia o anime e a Squase Enix, dona dos direitos sobre o nome da serie Dragon Quest, na época uma grande franquia de RPG.

Assisti Fly no SBT que exibiu esse anime de 1996 até uma última reprise em 2002. O anime termina quando Fly (o nome dele em japonês é Dai) descobre que seu pai é general do batalhão dos Dragões do Rei das Trevas. Mas há pouco tempo atrás eu achei um site gringo onde eu pude ler todo o mangá e vi que a história era tão foda quanto eu ainda lembrava e como eu sou o Guru do Spoiler não posso permitir que esse post passe em vão.

Esse mangá é muito foda, tem muita reviravolta em cima de reviravolta. Mesmo no anime com seus poucos episódios podemos ver isso acontecer quando Crocodine, líder do batalhão das feras, se une ao grupo de Fly após ver sua honra como guerreiro ser manchada numa batalha contra o protagonista. Outro que também se une ao grupo ainda no anime é Jenki, ou Hyunkero no mangá, um humano líder do batalhão dos imortais e ex-discípulo de Avan que depois de derrotado por Fly e salvo da morte por Crocodine descobre que quem matou seu pai foi Hudler, General do Senhor das Trevas, e não Avan e seu grupo.

Umas das coisas que mais me impressionou no mangá foi quando na reta final Fly pode ter um desejo realizado e ele ao invés de pedir poder pra vencer o inimigo ele pede apenas que todos as pessoas do mundo possam se entender, confesso que quase transpirei pelos olhos nessa parte do manga. Outra coisa legal é a mudança e crescimento que você vê o grupo de heróis passar. O Fly deixa de ser um garoto sonhador e se torna um grande guerreiro Dragão ajudado por seu pai, Pop se torna o grande mago que sempre sonhou ser, Maan deixa de usar seu revolver de balas mágicas e acaba tendo que aprender a usar os punhos pra lutar, Jenki perde sua tão ponderosa armadura e sua espada.

Vou parar por aqui pois se não eu posso passar o resto do dia escrevendo spoilers, e se alguém achar que falei muita coisa no parágrafo anterior saiba que ai não tem 1% de tudo que acontece em Dragon Quest – Dai no Daiboken. Vou deixar aqui um link para leitura em inglês onde li e sei que está completo e o um link em português onde ainda não terminaram de traduzir todo o mangá.

INGLÊS
PORTUGUÊS

Me despeço de todos vocês pedindo que leiam esse clássico da infância de muitos e que se gostarem dêem o feedback pra gente saber o que vocês estão achando dessa coluna desse singelo fã de animes e mangás.

Vou continuar aqui na minha janela com esse sentimento de saudade enquanto ouço essa musica e vejo um barquinho carregando um bebe para uma ilha repleta de criaturas fantásticas… Será que esse garoto se tornará um Mago ou um Herói?

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About the Author

O mártir dos spoilers. Jogador de Magic: The Gathering e leitor de bons livros como A Torre Negra do Stephen King. Gosta de tatuagens (tem um monte delas) e é muito fã de mangás... sem contar que adora um bom spoiler.



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