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Published on Janeiro 14th, 2014 | by Makson Lima

Kubrick, A Exposição

Não havia opção: eu tinha que ir à exposição de um dos maiores cineastas de todos os tempos (e um dos meus preferidos) mais cedo ou mais tarde. Stanley Kubrick é daqueles diretores de cinema que transcendem gênero, transitando tranquilamente por onde bem entende, e eu sei que qualquer tipo de introdução à ele soaria batida e muito, mais muito aquém de seu significado. Mas sim, fui ao MIS com um grupo de grandes amigos e pude salivar diante diversos objetos de cena de quase todas as obras de sua vasta filmografia. E claro que encarei mais de três horas de fila por conta de ter deixado para o último final de semana da exibição. Escolhi a coisa toda com emoção, sabe como é.

Entre uma recriação do Overlook Hotel de O Iluminado, com o machado, os vestidos das gêmeas e a ultra icônica máquina de escrever, um cenário digno de ficção científica para comportar o traje dos macacos, o bebê, a roupa de astronauta original de Dave, de 2001: Uma Odisséia no Espaço, pude me sentir numa das cenas de Barry Lyndon (com a câmera com as lentes criadas pela NASA presente!) e quase tocar na ultra violência de Alex no Korova Milk Bar, de Laranja Mecânica. Vi os storyboards de Dr. Fantástico, vi roteiros cheios de rabiscos e esboços de produção e planos de filmagens. Vi as máscaras de De Olhos Bem Fechados, e o capacete usado por Joker, com “Born To Kill” destacado, de Nascido Para Matar. Vi, senti e chorei. E nunca esquecerei.

Mas não há texto que represente tão bem a sensação de estar lá, onde fotos se encaixam de forma mais contemplativa. Segue uma galeria com fotos que tirei. Você deveria ter ido. Mesmo.

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About the Author

Além de detestar falar de si mesmo na terceira pessoa, tem certa obsessão pelo fundo do poço cinematográfico. Séries como Silent Hill, Resident Evil, Shin Megami Tensei e Final Fantasy trazem razão para sua existência e acha absurda a internet do “amo/odeio”. Recluso, introspectivo, com um pé na sociopatia e com saúde debilitada, não acredita no ser humano como espécie cosmopolita.



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