Filmes

Published on Maio 6th, 2014 | by Carol Lima

O Espetacular Homem-Aranha 2 faz jus ao título?

E aí, galera!

Finalmente essa aracnofã conseguiu assistir a nova empreitada de Peter Benjamin Parker nos cinemas, com o filme O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro. Sim, admito que minhas expectativas acerca do filme haviam diminuído após assistir o segundo filme do Sentinela da Liberdade, bem como a divulgação de toneladas de trailers e tv spots (onde foi possível até imaginar onde cada cena se passaria). Porém, um pouco do que foi divulgado foi até retirado ou remodelado no filme, e isso causou um pouco de surpresa (porque já tinha o filme gravado na cabeça), mas nada comprometedor.

Eis que o dia 1º de Maio chegou, e a ansiedade estava nas alturas, o entusiasmo e a empolgação estavam visíveis (estava eletrificada). Adentro a sessão do filme, junto de meus amigos, e esperamos o filme começar, após diversos comerciais e trailers. As luzes se apagam, o símbolo da Sony aparece, e é agora que entramos no filme.

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O filme já começa com toda a trama dos pais do Peter, pegando do ponto onde parou no primeiro filme. Toda essa parte é bem legal, mas continuamos sem saber muito, dando a entender que, sim, a Oscorp está possessa atrás do que Richard Parker descobriu, e que poderia ser de benefício da empresa para algo terrível (isso é até dito nos trailers, só que em outra cena). Corta para os dias atuais, onde Peter está no melhor momento de sua vida, sendo visto como herói, e tendo que parar um mafioso russo que atende pelo nome de Aleksei (sim, é o Rino, mas não agora), que estava tentando roubar frascos com plutônio. A cena toda é bem divertida, com o Aranha zoando, e agindo como o personagem o faria nas HQs. Durante isso, Peter salva Max Dillon, e esse toma o herói como ídolo/objeto de admiração/obsessão. Em meio a tudo isso, Gwen e todos os outros estão presentes na cerimônia de formatura, e ela liga para Peter, preocupada (e o toque de celular dele é o melhor, um pequeno remix do tema do desenho dos anos 60, tema esse que ele até fica assobiando ao derrotar Aleksei). Com a chegada de Peter à cerimônia, perdendo o discurso de sua amada, temos a aparição de Stan Lee, que achei bem engraçada, além de bem colocada.

Ok, fim do resumo do comecinho do filme (para guardar a surpresa do resto quando forem assistir ao filme), comecemos a analisar, de fato. Eu já tenho que tirar o chapéu para dois aspectos: a roupa do Aranha, que tem um toque perfeito proveniente dos quadrinhos, como as lentes enormes e palheta de cores mais claras. E as cenas as quais o personagem se balança por Nova Iorque, que funcionam no 3D (uma hora me flagrei mexendo minha cabeça, seguindo os movimentos acrobáticos aéreos do Cabeça de Teia, onde a câmera simula estar bem perto do personagem) e são belíssimas. E sim, as cenas de ação são de encher os olhos, bem feitas e empolgantes, ainda mais a batalha na Times Square entre o Aranha e Electro.

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Electro nos é apresentado ainda como o solitário Max Dillon, que trabalha na Oscorp. É bem verdade que o personagem, nos quadrinhos, nunca teve um pano de fundo tão complexo, por isso quiseram trabalhar nesse lado humano dele, mesmo que por pouco tempo. E, infelizmente, o personagem enquanto Max não cativa tanto quanto gostaria (o cara é solitário e obcecado com o Aranha, enquanto carece de atenção). E ele recebe atenção ao tornar-se Electro, onde vai até a Times Square e briga com o herói (e deixa de gostar/idolatrar o personagem por um motivo um tanto bobo, por isso a dificuldade em entender, de fato, o vilão título do filme). Visualmente falando, o personagem parece ameaçador, e quando ele consegue usar seus poderes plenamente, é aí que você pensa que Peter irá enfrentar sérios problemas. Por fim, a conexão com o personagem é um tanto falha, mas quando chega a hora de ser vilão, o ator Jamie Foxx mostra a que veio.

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E então surge o filho pródigo, Harry Osborn, herdeiro de uma grande corporação e de uma doença degenerativa que assola a família Osborn, e por fim acaba com Norman (é sério, e isso ocorre bem no início mesmo. Bem, estamos falando do Norman, certo? Quem sabe o que ocorreu de fato…) o que deixa Harry no comando da empresa, e um tanto nervoso com o fato de estar morrendo da mesma forma que seu pai. A cura? Aparentemente, o sangue do Aranha, o qual Harry quer de qualquer forma. O ator Dane DeHaan (cujo papel em Poder sem Limites foi bem representado, e mostra a razão deste jovem ator ter sido escolhido para fazer alguém tão complexo quanto Harry) desempenha o papel do filhinho mimado, porém deixado de lado pelo pai, muito bem. Em seus momentos de descontrole, onde fica possesso, você realmente sente raiva do cara, apesar de entender o porquê dele ser assim. Seu desempenho como Duende? É bem rápido, mas o sentimento de raiva toma conta, enquanto o personagem cai nesse abismo de trevas.

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A relação entre Peter Parker e Gwen Stacy é novamente o trunfo do filme, pela química entre Andrew Garfield e Emma Stone, que soa bem real até pelo fato de realmente serem um casal fora das telas. Dá para sentir a mão do diretor Marc Webb nessas cenas, as quais ele fica mais confortável, deixando-nos tão íntimos deles quanto são entre si. E ainda tem a promessa que Peter fez ao Capitão George Stacy no primeiro filme (esse que agora assola os pensamentos do rapaz, parecendo uma assombração, fazendo-o se sentir culpado por estar perto de sua filha, e o risco que pode estar enfrentando). Um dos melhores aspectos de Gwen se deve pelo fato de ser independente, ter presença e, de fato, ajudar Peter quando necessário, não sendo somente a donzela em perigo (fator que me incomodava na Mary Jane da trilogia de Sam Raimi). Todavia, a relação toma um rumo ainda mais emocional neste (do tipo que fez esta que vos fala chorar). Sobre Garfield como o Aranha, acho que combina bastante com o personagem (magricela, o jeito meio tímido, as palhaçadas quando munido de sua persona Aracnídea, etc.), e o ator pareceu se divertir ainda mais sendo, novamente, seu herói favorito.

Espera… Mas e o Rino? Bem, sua aparição é bem rápida, e a atuação de Paul Giamatti é um tanto quanto canastrona e quase sem presença (apesar de reaparecer num momento dramático para o herói, o qual reergue-se). Porém, ele pode aparecer no futuro, talvez mais desenvolvido, no possível filme do Sexteto Sinistro (que conta com menções aqui, como os tentáculos do Dr. Octopus e as asas do Abutre).

Mas afinal, qual o veredito do filme? Se comparado com o primeiro filme, este novo é muito mais grandioso, tanto em termos de roteiro quanto em termos de ação, onde se vê um Aranha-verso se formando aos poucos, e que agora conta com cenas mais ousadas de batalhas. Os personagens estão bem desenvolvidos, alguns nem tanto, outros aparecem aqui e ali sem tanta presença, nada que não possa ser resolvido numa continuação (espero). A trilha sonora, agora assinada por Hans Zimmer tem muito mais impacto, e define os personagens e situações, bem como estabelece um tema para o reboot deste grande herói. Com tudo o que disse até agora, deu para perceber que o filme é bom, mas ainda não chegou ao patamar de ser verdadeiramente Espetacular.

Nota: 8,0

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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