HQ

Published on agosto 7th, 2014 | by Redação TdG

O mercado brasileiro de HQs baseadas em games

Via Kotaku

Apesar de inconsistentes, quadrinhos baseados em games são bem aceitos no Brasil

Já faz alguns anos que é possível encontrar cada vez mais séries famosas dos videogames no formato da chamada “arte sequencial”. HQs, Graphic Novels e mangás baseada em jogos como Assassin’s CreedHalo e Diablo são bem comuns em bancas e livrarias no País.

Essas publicações não servem apenas para expandir um universo criado nos jogos com histórias paralelas (não vamos entrar aqui no critério se todas são boas ou não) como também é um mercado que está dando muito certo aqui no Brasil.

Pelo menos é isso o que afirma o editor sênior da editora Panini, Levi Trindade, ao Kotaku. “Os (lançamentos) mais recentes, como os que tinham a ver com os jogos de Arkham City eInjustice, e as publicações relacionadas a Resident Evil, tiveram um excelente desempenho (nas vendas)”, afirmou Trindade.

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Ele diz que o lançamento cada vez mais frequente deste tipo quadrinho nas bancas é relacionado ao bom momento do mercado de games por aqui. “O mercado de games está em alta no Brasil e acreditamos que ter publicações relacionadas a grandes sucessos dessa mídia é uma ótima oportunidade”, disse Trindade.

E é nisso que a editora aposta. Além das HQs e mangás já mencionados por Trindade, desde 2008 – quando lançaram uma Graphic Novel de Halo – a Panini trouxe ao Brasil as minisséries baseadas em World of Warcraft, um encadernado de Assassin’s Creed e Halo(tanto HQ quanto Graphic Novel), HQs de DiabloGod of War e Gears of War.

Apesar de afirmar que esse é um mercado bom no país, a Panini diz que nem sempre lançar uma HQ baseada em games é sinônimo de sucesso. “Com relação a quadrinhos, isso é relativo, já que o fã de games pode ou não abraçar a ideia de ter um produto relacionado ao seu jogo favorito na forma de quadrinhos”, fala.

Outra editora que também percebe essa situação é a NewPOP,  responsável pelo recém relançamento da graphic novel de Metal Gear Solid e do mangá de Street Fighter Alpha. Para o diretor da NewPOP, Junior Fonseca, o segmento de HQs baseada em games continua o mesmo. “A diferença é que algumas franquias de sucesso conseguem ótimos resultados, mas isso não é uma regra”, disse, em entrevista ao Kotaku.

Talvez por essa inconsistência, muitos quadrinhos não foram lançados de forma completa aqui no Brasil.

Metal-Gear_GNUm exemplo é a própria graphic novel de Metal Gear Solid que está sendo relançada agora pela NewPOP. Divida em duas partes, somente o volume 1 da publicação foi lançada nas bancas há alguns anos, quando a editora Pixel era a responsável.

Outros que começaram, mas não chegaram a ser finalizado foram os dois quadrinhos deAssassin’s Creed. Primeiro foi a HQ Assassin’s Creed A Queda, lançada em 2012 pela Panini, que não teve a continuação Assassin’s Creed A Corrente por aqui, o que só vai acontecer agora, quando ela finalmente chega às bancas pelo selo Astral Comics.

Já Assassin’s Creed: Desmond, uma HQ paralela da série, também só teve a primeira edição lançada pelo selo Galera Records.

Com o mercado de games em alta, podemos esperar que as editoras continuem de olho na área. “A ideia é continuar investindo no segmento de games e teremos algumas novidades ao longo dos meses”, explica Junior Fonseca, da NewPOP.

É o que esperamos, já que outras séries como Mass EffectDragon Age e Max Paynepossuem ótimas séries em HQs que enriquecem bastantes a mitologia dos jogos. Quem sabe não os veremos nas bancas em breve.

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