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Published on Maio 3rd, 2017 | by Redação TdG

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O mundo dos Vikings via realidade virtual

Depois da explosão dos jogos em VR, a coisa como um todo tem assentado e jogos bem legais tem surgido. Fated: The Silent Oath certamente entra nesse balaio regado a muito Dramin e embrulhos de estômago. Resident Evil 7 biohazard continua o grande hors-concours no quesito, com sua experiência enervante e imersiva. Fated é bem mais modesto, mas não menos impactante. É também mais abrangente: enquanto RE7 só via PSVR, Fated pode ser experimentado em Vive e Oculus Rift também.

Mas é claro que é sempre legal encarnar algum viking. Vamos esquecer os malucos dos Bakers por um instante para nos teletransportarmos até esse mundo de fantasia nórdica, por gentileza. Fated te coloca na pele Ulfer, pai e marido, mas também em seu leito de morte! Uma valquíria concede a Ulfer uma chance de se continuar vivendo, mas sacrifícios são necessários… E é assim que o brutamontes volta para sua esposa, mas completamente mudo. Uma troca justa? Me diga você.

Mas que foi uma bela troca quando pensamos em Fated como um jogo quase que todo pensado em narrativa, sem dúvida que foi. “Sim” ou “não” são movimentos universais sem intermédio de palavras, e servem bem para comunicação básica. Afinal, Ulfer precisa descobrir quem destruiu sua vila e onde estão as crianças de lá, inclusive as suas. Destino é algo pesado na mitologia nórdica – Ulfer não voltou em vão!

Fated é sim quase que totalmente focado em narrativa. Há uns quebra-cabeças aqui e ali e algumas flechas a serem disparadas, mas o foco está na história, indiscutivelmente. A movimentação é sutil e limitada, o que não é um problema data a extensão de Fated – é tipo o tamanho de um filme, e olha que nem estava pensando em Coração Valente. Mas permeado aí também está o problema de Fated: as decisões não tem assim tanto impacto. Talvez teria sido melhor deixar isso de lado? É, talvez. Mas não sou eu quem vai discutir com um viking e seu machado.

Visualmente, Fated impressiona. O mundo é mágico, colorido e vibrante, repleto de personagens expressivos, remetendo imediatamente a uma Disney lá do começo dos anos 2000, diria. O VR torna tudo ainda mais próximo, íntimo, intensificando aquela que seria uma aventura breve e esquecível em termos convencionais. É legal sentir Fated concebido para VR em cada momento na pele de Ulfer.

Como Fated surtiu efeito em mim, fui atrás de conhecer mais sobre o jogo e acabei me deparando com um excelente blog de desenvolvimento. Recomendo muito a visita, especialmente aos entusiastas por game design (https://blog.fatedgame.com/).

Não saberia dizer por quanto mais tempo receberemos aventuras pensadas para VR como Fated. Tenho ouvido cada vez menos sobre realidade virtual – parece que as pessoas andam perdendo o interesse. Quem sabe alguma valquíria apareça e faça alguma diferença, não é mesmo?

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A “Redação TdG” é um grande espaço ocupado por ´jornalistas goblins´ que escrevem suas matérias sob pressão de editores furiosos! Algo muito diferente do que acontece em grandes veículos de comunicação.



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