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Published on Janeiro 28th, 2014 | by Mayara de Oliveira

Os Bravos Soldados de Atena

Acho que a melhor palavra para definir o jogo Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados é: “desonesto”. Não que eu não tenha me divertido, mas o jogo ficou muito abaixo do esperado.

Ao contrário do jogo anterior, “Batalha do Santuário”, não é um jogo de hack and slash e sim um jogo de luta, o que já me afastaria por natureza pois não gosto muito do gênero, porém o apelo “Cavaleiros” falou mais alto no coração de fã e encarei o desafio.

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A primeira frustração já veio na hora de tirar um contrinha com um amigo, os personagens não estavam disponíveis no modo multiplayer, então parti para a campanha, chamada de Crônicas dos Cavaleiros.

A aventura principal é dividida em três capítulos que se assemelham aos arcos do anime: Santuário, Poseidon e Hades. E é aí que chega a parte mais frustrante do jogo. Toda a história é contada por meio de textos com imagens estáticas, nem uma animaçãozinha em vídeo, tudo muito chato e sem emoção.

Outro problema é a repetição, você acaba lutando 2, 3, 4 vezes contra o mesmo inimigo, rola um cansaço. Além disso, as batalhas estão com um nível de dificuldade baixa, a maioria das lutas são fáceis (mesmo no modo hard), os inimigos nem se dão ao trabalho de dar um Ataque Big Bang, mesmo com o cosmo todo carregado. Uma verdadeira decepção, já que sofri em muitas lutas contra Cavaleiros de Ouro no “Batalha do Santuário”, terminar uma luta contra Hades quase sem tomar dano soou como uma piada pra mim.

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Em relação à batalha, nada muito complicado, o segredo é controlar a sua barra de cosmo para realizar um ataque mais forte ou usar os especiais e usar o botão de defesa quando o inimigo se preparar para atacar.

Algo que pode deixar o modo história mais interessante são os desafios propostos antes de cada luta, como: terminar uma luta sem tomar dano, realizar um combo de 10 acertos, finalizar com um golpe explosivo, e por aí vai.
Completar esses desafios vai te render alguns colecionáveis bem bacanas, além de orbes para melhor seus personagens no modo online.

Com os personagens abertos é hora de partir para os outros modos de jogo, que podem ser bem divertidos. O modo Batalha oferece algumas opções bacanas como escolher a luta terminar em 3 nocautes, ou o primeiro a atacar vence, jogar sem opção de defesa, e outras mais. O modo Sobrevivência exige mais na dificuldade, você tem que vencer um determinado número de batalhas seguidas, mas a sua vida não se regenera de uma luta pra outra. O modo Guerra Galáctica consiste em um torneio de três lutas, que pode ser jogado em até oito jogadores.

Não me aventurei muito no modo online, mas nas partidas que joguei não sofri com problemas de latência.

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A variedade de personagens é grande, com Cavaleiros de Bronze, Prata, Ouro, Generais Marinas, Espectros e até a destemida Saori. São quase 60 personagens jogáveis, mas os Cavaleiros de bronze aparecem de 3 a 5 vezes, apenas com armaduras diferentes. E digo pra vocês que ver o Seiya com aquela armadura divina lindona soltando um ataque big bang recompensou todo o esforço.

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O jogo é exclusivo para PS3 e está localizado com menus e legendas em português, com áudio em japonês.

No final das contas Bravos Soldados não é um jogo ruim, mas deve agradar apenas os fãs da série que curtem jogos de luta.

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About the Author

Produtora audiovisual e observadora da maternidade nas horas vagas. Não dispensa uma partida de FIFA e uma boa discussão sobre futebol. Acredita que Sam é o verdadeiro herói do filme “O Senhor dos Anéis”. Não gosta de macaco e queria ter uma girafa de estimação.



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