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Published on Fevereiro 23rd, 2014 | by Carol Lima

Os Julgamentos de Loki: Os melhores momentos do personagem

E aí, galera!

Loki aqui, Loki acolá, Loki em todo lugar! O vilão tem feito um baita sucesso desde o filme d’Os Vingadores (apesar de ter aparecido, primeiramente, no primeiro filme de Thor) e já tem uma legião de fãs ao redor do mundo. Cá entre nós, o cara simplesmente rouba a cena nos três filmes que apareceu, com sua atitude cínica e aura dúbia, o que o ator Tom Hiddleston fez com perfeição. E com isso há a oportunidade de lançar o máximo de HQs possíveis acerca o personagem, justamente para atrair a galera até então acostumada com os filmes, que vão querer saber mais do personagem.

Portanto, ainda aproveitando a vibe de sucesso do vilão mais adorado da atualidade, a Panini lançou uma bonita edição em capa dura, reunindo as edições 1-4 da minissérie Loki de 2011, sob o título Os Julgamentos de Loki (te juro que quando avistei a HQ nas bancas, assim que enxerguei a palavra Julgamento, pensei em O Julgamento do Incrível Hulk, antigo telefilme baseado na série com Bill Bixby e Lou Ferrigno). Fiquei um pouco descrente, ainda mais depois de ter lido a excelente graphic novel Loki, que me fez conhecer o personagem e entende-lo em seu âmago. Mas, a curiosidade fora atiçada e dei uma chance.

tumblr_loth1rv9sS1qe4jbpA história começa com um Loki exilado, sobrevivendo  mais que vivendo. Eis que surge a figura imponente que é Thor, seu meio-irmão, para entender melhor o porque de certos atos que o Deus da Trapaça havia cometido anteriormente. Loki fita Mjolnir, o martelo de Thor, enquanto indaga “Deveria ter sido meu…” o que na hora não se entende tanto. “Mas o martelo sempre foi do Deus do Trovão, certo?” Não nesta história, contada pelo ponto de vista do trapaceiro.

E essa história (tipo uns flashbacks) vai desde o período de um Loki mais jovial, já sentindo o peso de ser uma espécie de excluído, um estranho no ninho que nunca terá o amor de ninguém de seu círculo de relacionamentos. Após um certo atentado contra Sif, no qual Loki deixa-a careca, ele é mandado para reaver as madeixas douradas da amada de Thor, onde uma primeira dupla de anões o faz, bem como uma lança mágica e um barco encantado. Em uma aposta com outros anões, Loki recebe mais material… um deles sendo Mjolnir, o qual ele chega a empunhar.

Retornando à Asgard, Loki dá os materiais que ganhou, isso inclui a “devolução” do cabelo de Sif por meio de sua magia. Um dos anões, Brokk, faz com que o matreiro revele o último item, Mjolnir, o que, de acordo com uma aposta feita entre Loki e a segunda dupla de anões, ele deveria dar sua cabeça. O Deus da Trapaça, com sua língua mordaz, tenta desfazer o acordo com um argumento, o que acaba por lhe custar, de certa forma. Impotente, Loki assiste ao “irmão” empunhar o martelo, tomando a alcunha de Deus do Trovão.

Retornando ao exílio, Thor diz não lembrar-se de tal ato, nem de ter concordado com tal penitência. Após uma discussão, onde são revelados alguns outros atos maléficos de Loki, o Deus do Trovão leva-o para ser julgado.

LokiCom um início destes, não tinha como parar de ler. Porém, o resto acaba se revelando uma compilação dos maiores atos (ou travessuras maléficas) feitas pelo personagem, não tendo tantas novidades. Há a intensa batalha interna de Loki, onde ele tem o desejo de ser notado, até adorado, mas acaba por preferir o desejo de ser temido. Ele quer ser um herói aos olhos de Odin e os demais asgardianos, mas continua sendo o rejeitado, o que o frustra, e o inclina a realizar mais atos vis, atos estes que podem levar ao Ragnarok (fim do mundo, segundo a mitologia nórdica).

Mas isso é muito mais explorado, de forma mais intensa, na já citada graphic novel Loki. Outra diferença entre estes é o estilo artístico, que em Loki possui um traço mais realista, munido de uma distribuição de cores que fazem com que o clima beire o taciturno. Aqui, em Os Julgamentos, é algo bastante colorido, fora que o traço de Sebastián Fiumara não chega a ser tão primoroso, mas até que é razoável. No final da revista vemos alguns esboços do artista, o que é até legal.

Nota: 6,5

Vale a pena ler? Se quer saber mais do personagem, sim.

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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