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Published on janeiro 29th, 2014 | by Makson Lima

Proteus, perfeito para antes de dormir

Adquiri um hábito recente que tem muito me agradado para o antes de dormir: resolver e enviar desafios no Treasure Park do Vita. Um tanto quanto engrenado na minha dificuldade tremenda em dormir se dá o prazer em hábito tão possível de causar nós na mente, e pensando nisso, resolvi tomar outra postura (ou, ao menos, adicionar outro hábito).

Caso nunca tenha ouvido falar, Proteus é um joguete criado por dois amigos – David Kanaga Ed Key – e nada mais é que uma ilha gerada aleatoriamente a ser explorada de forma livre. Não há nada a ser feito além de caminhar e observar a paisagem, constituída por vegetações rasteiras diversas, árvores de diferentes portes, animais esquisitos, a praia e o céu. O tempo passa e acontecimentos tomam forma de maneira bastante tímida e sutil, levando a diferentes estações do ano e a ao inusitado e poético final.

Alguns fatores tornam Proteus algo extremamente prazeroso de ser experimentado: seu visual, que remete a uma “trêsdetificação” de algo bastante simples e oitentista (as cores não poderiam ser mais New Wave, mesmo no inverno); sua trilha sonora hipnótica, quase clínica; e o quão deslumbrante é caminhar a esmo e “desvendar” os pequenos “mistérios” que enriquecem os cenários de Proteus. As aspas estão aí porque você pode simplesmente vagar sem objetivo, sentar no alto de uma montanha e acompanhar o simplista – e não menos belo – pôr-do-sol, ou acompanhar um bando de aves a correr pela planície.

E por que tão prazeroso antes de dormir? Porque confundo estar imerso no sonho ou na ilha, ao acordar (ou dormir?) e me ver rodeado de lírios minimalistas que ecoam o vento por entre suas pétalas e formam música. Um momento mágico, diria. Proteus tem sido um pequeno oásis de magia em meio ao meu perturbado e desconexo mundo dos sonhos.

 

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About the Author

Além de detestar falar de si mesmo na terceira pessoa, tem certa obsessão pelo fundo do poço cinematográfico. Séries como Silent Hill, Resident Evil, Shin Megami Tensei e Final Fantasy trazem razão para sua existência e acha absurda a internet do "amo/odeio". Recluso, introspectivo, com um pé na sociopatia e com saúde debilitada, não acredita no ser humano como espécie cosmopolita.



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