Jogos

Published on setembro 30th, 2013 | by Redação TdG

Rayman Legends extrapola gameplay e arte quebrando preconceito

Por Leandro Tavares

Jogos atualmente são arte. Ok, péssima maneira de começar um texto, com um lugar comum. Este, no entanto não é um texto de análise. É quase uma carta de retratação. É na verdade mais uma forma de atestar que é preciso dar chances e testar melhor jogos.

Mas pense bem: jogos são arte. Essa afirmação, já realidade nesta indústria, por vezes é um tremendo problema para quem só quer a parte diversão dos games. Me incluo nesse grupo até certo ponto. Há muitos títulos que sabem aliar de forma incrível jogabilidade com os pontos artísticos, de um traço refinado à narrativa profunda. Isso resulta numa experiência além da diversão.

No entanto, há casos no qual o resultado final não é diversão. Ou pelo menos não é para todo mundo. Há jogos exaltados por uma consciência coletiva que o endeusam, e chega a ser pecado dizer que você não gostou dele. Pior ainda é dizer que você não se interessou por ele.

Sim amigos, como tudo na vida, há públicos que se interessam, públicos que viram fanboys, públicos que desconsideram, públicos que criticam negativamente e por aí vai. Eu digo com certa dose de vergonha que, quando do lançamento de Rayman Origins, baixei a demo para o PlayStation 3 e não me diverti com o jogo. Achei ele lindo, queria gostar para ver até qual nível chegaria aquela arte de encher os olhos. Porém não me diverti. Preferi ocupar minha horas de jogos com outros games. E não, não me arrependo.

Essa experiência me levou a também não ter interesse por Rayman Legends quando ele foi anunciado. Nem mesmo quando Caio Corraini, jornalista do Arena IG com uma opinião que respeito muito, “elegeu” a sequência como o jogo mais esperado por ele após a E3 2013. Gosto é gosto, mas confesso não ter entendido a preferência em detrimento de outros títulos, fossem eles mais “artísticos” ou não.

E Legends saiu. E em sua análise para o Arena IG, Corraini escreveu que é o melhor jogo que ele jogou em 2013. E o nosso Makson Lima escreveu no PlayTV que é um dos melhores jogos de plataforma de todos os tempos. E eu fico sem para aonde correr. Decido testar o game, dar uma chance para me apaixonar novamente pela série como quando morria direto no difícil primeiro Rayman, ou como quando passava tardes de sábado em frente à TV jogando Rayman 2 no meu Nintendo 64, explorando imensas fases.

Ainda há muito para ser jogado em Rayman Legends. Entretanto, já é possível dizer que sim, estive de frente para um grande jogo. O controle é muito intuitivo e preciso, sendo que os chatíssimos tutoriais que viraram moda nos dias de hoje são deixados de lado e não fazem falta. A jogabilidade e a exploração me lembraram de cara de um dos grandes jogos de plataforma que já joguei, Donkey Kong Country 2, com suas áreas escondidas com recompensas fartas. E o visual. Ah, o visual. O que mais dizer. É arte. E divertido. Muito divertido. Ponto para a Ubisoft.

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