Desenhos

Published on novembro 23rd, 2015 | by Carol Lima

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Reúnam-se, Digiescolhidos!

O início dos anos 2000 foi uma verdadeira febre Digimon. Camisetas, casacos, brinquedos, figurinhas de salgadinhos, jogos etc. Por onde olhasse, havia Digimon. E cresci exatamente nessa época, sendo completamente fisgada pelas aventuras da turma de Tai e seus monstrinhos digitais. Muitas de minhas memórias felizes de infância estão relacionadas ao anime, então é algo que me toca muitíssimo (sou do tipo que se emociona só de escutar a música de abertura do primeiro Digimon Adventure. É sério!). Chegava do colégio e corria para não perder um episódio; caso perdesse, via depois, gravado em fita VHS. Com o tempo, tivemos Adventure 02, continuação direta dos eventos do primeiro, e que trouxe de volta T.K. e Kari, para se reunirem ao novo grupo de digiescolhidos; depois tivemos Tamers, Frontier, Data Squad, Fusion… Mas nenhum desses me cativou como fizeram os dois primeiros. Saudosismo? Bem provável, admito.

Então, era certo de que o anúncio de Digimon Adventure tri. iria mexer com meu emocional de forma absurda, ao trazer a turma da primeira temporada, se passando três anos após a segunda (mas antes do final desta, que os mostra adultos). Em homenagem aos 15 anos da franquia, a Toei Animation resolveu lançar esta nova empreitada de forma diferente: são seis filmes no total, o primeiro lançado recentemente aos demais países, mas em formato episódico (só no Japão que o anime é exibido em forma de longa-metragem), via streaming (o principal veículo sendo o Crunchyroll, que funciona mais ou menos como o Netflix dos animes). O segundo filme tem previsão de lançamento para 12 de Março de 2016, e ainda não temos datas para os demais (por favor, liberem logo).

Tri.

Este retorno (cujo primeiro filme se intitula “Reunião“) é um verdadeiro festival para antigos fãs da franquia, contando com as mesmas canções da Opening e Ending do primeiro Adventure, bem como as clássicas músicas de batalha e… O que dizer ao escutar Brave Heart no momento de digievolução? Lágrimas escorrem, sem dúvidas. Temos aqui a mesma turma (Tai, Matt, T.K., Kari, Mimi, Joe, Izzi e Sora; e seus respectivos Digimons: Agumon, Gabumon, Patamon, Tailmon, Palmon, Gomamon, Tentomon e Biyomon), agora lidando com a época do Ensino Médio. Foi um tanto bizarro vê-los passando por algumas situações, como menções à namoros e comentários ácidos por parte de Mimi (que praticamente rouba as cenas nas quais participa), mas é tudo feito de forma bem divertida. Em meio a tudo isso, eles deverão unir forças para derrotar uma nova ameaça.

E sim, embora a história seja mais madura do que antes, focando bastante no desenvolvimento dos personagens, ainda assim se mantém o humor característico da série. O enredo, por ora, tem se mostrado um pouco lento, justamente para nos reintegrarmos ao universo e vermos a evolução do todo. Ainda nesse quesito, um ponto contra iria para as partes as quais os episódios terminam, em cenas lentas, ao invés de cortar no meio de uma batalha, por exemplo (o que deixaria o espectador mais em polvorosa). Nesse caso, era preferível terem mantido o formato de longa-metragem aos demais países. A animação é muito boa, de um capricho sem igual, e a arte (embora seja bem diferente da vista na série, no passado) é bem agradável, além de se manter fiel no quesito de design de personagens. As digievoluções ocorrem em CG, algo já visto anteriormente na franquia, e não quebra a imersão.

Digimon Adventure tri. é como um reencontro com amigos de infância os quais não via há anos, e que ainda assim conseguem manter uma boa conversa mesmo após tanto tempo. Caso você seja desta mesma época, deixe-se relembrar os momentos de quando era criança, quando cada digievolução era tão bacana que fazia seus olhos brilharem. Posso afirmar, com certeza, que os terá aqui, novamente. Agora é só aguardar os próximos capítulos, assim como antigamente.

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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