HQ

Published on abril 7th, 2014 | by Carol Lima

Superior – Altamente Recomendável

E aí, galera!

Após um bom tempo em minha zona de conforto (lendo HQs da Marvel), eis que surge aquela vontade de ler algo diferente. Passeando pelo Instagram, vejo que um amigo meu estava recomendando um encadernado o qual, até então, sequer tinha ouvido falar. Seu nome? Superior, história feita por Mark Millar (autor de Wanted: O Procurado, Kick-Ass, Nêmesis, bem como da saga Guerra Civil da Marvel e Os Supremos 1 e 2) e Leinil Yu (que trabalhou em Fabulosos X-Men e Marvel Millenium: Wolverine V.S. Hulk, para citar alguns), lançado pela Panini. Apesar de se situar no tema “super-herói”, foge do que estava habituada a ler. Após algumas semanas, batalhando para achar esta HQ, eis que finalmente a acho, leio, e trago a vocês uma resenha (acompanhada de um resumo) de provavelmente uma das melhores histórias que li este ano.

Nosso protagonista se chama Simon Pooni, de 12 anos, que sofre de esclerose múltipla (tendo perda da capacidade de andar, ficando cego de um olho e, às vezes, mal conseguindo mover os músculos da fala). A história começa com Simon e Chris, seu melhor amigo, no cinema, assistindo ao quinto filme de seu super-herói favorito, Superior (que, com certeza, tem inspiração no Superman). Na saída, enquanto conversam acerca do filme, são abordados por um grupo de moleques, liderados pelo irritante Sharpie (cuja história é até desenvolvida posteriormente. Mesmo entendendo o guri, ainda dá uma certa raiva). O bullying só para com a chegada da mãe de Simon, que o leva para casa. Enquanto isso, nos é narrada a trajetória do rapaz até ali: como era, o que houve, e o que a esclerose acarretou na vida dele.

À noite, enquanto esteve dormindo, surge um “macaco”, chamado Ormon, que o acorda, leva-o a um local desconhecido, e diz que Simon foi o escolhido para ter seu desejo concedido, o de se tornar o herói Superior. Contudo, há uma duração de uma semana, e após o aviso, Simon é novamente transportado a seu quarto, e tem o conhecimento de que esteve fora por um dia, de uma conversa de sua mãe com um policial. Tendo que fugir, o garoto-Superior ruma à moradia de Chris, que se assusta e depois de alguns quadros se acalma e escuta o que seu melhor amigo tem a dizer. Logo após, o passo mais óbvio, é o do teste dos poderes do herói (o que é legal, pois em uma delas Simon rememora seus momentos de dificuldade), e parte para o momento em que o rapaz alça voo, um tanto destrambelhado de início, mas logo após tomando o controle. A sua expressão de felicidade diz tudo.

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O que se segue é o rapaz usufruindo de seus poderes para fazer o bem, o máximo possível, chegando ao ponto de retirar a Al Qaeda do Afeganistão, para dizer o mínimo. No meio disto tudo, a repórter Maddie procura uma forma de entrevistar o sujeito poderoso que se assemelha com o ator que o interpreta, da forma que for necessária. E não se engane em achar que é uma personagem passageira, ou que quer apenas dar em cima do herói e obter um grande furo de notícia. Ela é importante, e o restante não posso revelar. Como dito anteriormente, há o desenvolvimento de Sharpie, a explicação das aspas que coloquei na caracterização de Ormon, revelações e um final explosivo, digno de filme mesmo.

E essa é uma daquelas histórias que, de primeira, eu não teria dado tanta confiança, mas que, descobrindo melhor, nota-se que não poderia deixar passar de jeito algum. É realmente emocionante, sem ser demasiado piegas, bem como uma grande aventura. O desenvolvimento dos personagens é bom, a arte de Leinil Yu complementa muito bem o enredo característico de uma história do Sr. Millar, mesmo que esta não seja tão pé-no-chão quanto Kick-Ass, por exemplo (e que conta com uma ampla gama de xingamentos, diga-se de passagem). A conexão com os personagens, principalmente com Simon, é rápida, e você se vê no lugar dele por vezes, compreendendo-o melhor.

Nota: 9,0

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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