HQ

Published on Janeiro 28th, 2014 | by Carol Lima

Superman Terra Um: Uma nova roupagem

E aí, galera!

Esse será um post um tanto diferente ao qual estou habituada a fazer, justamente por se tratar de um personagem que não me chama muita atenção, apenas em outras mídias, como em desenhos e filmes (e gosto dos dois primeiros, o Retorno e Homem de Aço). Mas, nas HQs, o Super nunca atiçou muito minha curiosidade, logo tendo pouco conhecimento acerca de um herói o qual é muito idolatrado. Tenho em mente a importância que o personagem tem na história das revistas em quadrinhos de super heróis, mas nem isso ajudava.

Até me deparar com Superman Terra Um, que reconta a história de Kal-El de uma maneira diferente a já conhecida pelos fãs de longa data, e que apela “para uma nova geração”, como posto na contra capa. Vi nesta belíssima edição em capa dura uma oportunidade para deixar de lado meu preconceito para com o personagem, e finalmente pegar uma história dele desde o início. E pelo objetivo que as revistas do universo Terra Um tem, muito similar ao do universo Ultimate da Marvel, que é justamente o de atrair novos leitores. Acho que funcionou.

Superman Earth One, 1Vemos aqui um jovem Clark Kent, recém saído de Smallville, chegando em Metrópolis e tentando arranjar o maior número de empregos possível, tanto para se sustentar nesta nova cidade, como para ajudar sua mãe terrena, Martha, que o encoraja a preocupar consigo mesmo também, e que isto não é egoísmo, ao contrário do que Clark pensa. Temos conhecimento de que a nave a qual trouxe o kriptoniano está em posse do Exército e sendo estudada secretamente pela Divisão de Tecnologia Avançada.

Bem, deu muita vontade de contar toda a história, mas irei resumir, pode deixar. Clark tenta um emprego no Planeta Diário, ainda em sua forma civil normal (o que considero um erro da história), o qual usa uma roupa até que muito parecida com a de Alex Mercer, do game Prototype. História vai, história vem (me segurando muito para não contar tudo), Clark entra em contato com um pedaço da nave que o trouxe (que estranhamente emana uma energia), fazendo-o lembrar de suas primeiras memórias ainda dentro da cápsula a qual seus pais estavam prestes a lançar, posteriormente deixando-o desacordado, enquanto que uma ameaça alienígena ocorre em diversos cantos do planeta, orquestrado pelo vilão Tyrell (que está à procura do último dos kriptonianos).

Acordando e percebendo tudo ao seu redor, e a ameaça a qual deve enfrentar, Clark enfim torna-se o Superman.

Terminando a leitura, o que se pode notar é que o filme Homem de Aço sugou bastante material desta revista, que foi lançada lá fora em 2010. Desde os vários flashbacks de seu tempo com seus pais adotivos/terrenos em momentos cruciais da história, até a forma com a qual Tyrell se comunica com o povo da Terra, que se assemelha bastante à forma a qual o General Zod se comunica no filme. Isso não incomoda, mas faz com que exclame “Não era assim no filme?” algumas vezes. E também o fato de Clark ser um excluído, que inclusive sofria Bullying na infância.

A revista é perfeita? Não. Tem alguns erros, mas possui muitos acertos. A arte de Shane Davis é muito bonita, e complementa bem o enredo criado por J. Michael Straczynski (que também fez histórias na Marvel, como do próprio Teioso, onde contava com a arte de John Romita Jr.), onde faz uma história que deve atrair uma nova gama de leitores, bem como até irritar alguns mais veteranos. Se vale a pena ler? Sim, com certeza.

Nos EUA já foi lançado o segundo volume de Super Terra Um, o qual, infelizmente, ainda não possui data de lançamento nas terras tupiniquins.

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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