HQ

Published on junho 18th, 2014 | by Thiérri Parmigiani

Surfista Prateado e sua parábola mais cartesiana do que narrativa

Hoje eu terminei de ler Surfista Prateado: Parábola. Já estava com o texto na mente quando a Carol me mandou uma mensagem dizendo que ia fazer sua análise. Pensei em fazer uma resenha dupla (como fiz recentemente com o Bruno em Dr. Estranho e Dr. Destino), mas depois de ler o texto dela, achei que o melhor seria fazer separado.

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Vale ressaltar que li com a expectativa nas nuvens! Stan Lee e Moebius pareciam formar uma boa dupla, o roteiro tinha uma boa ideia, mas a execução deixou a desejar.

A narrativa é aquela já conhecida por quem já leu as antigas histórias do vovô Lee. Bons diálogos, mas caixas de texto ainda são usadas como muleta para explicar o que está acontecendo! O começo é bem fraco. Galactus vem pra Terra e ao invés de devorar tudo, resolve tocar o puteiro dando liberdade para os humanos se destruírem (heim?).  No meio a parada fica boa e a discussão filosófica sobre a necessidade humana de seguir divindades e como somos violentos com aqueles que questionam as religiões (Como o Surfista que enfrenta Galactus). O final cagou tudo. Após milhares de pessoas morrerem, a mocinha morre e o mundo inteiro se comove e se volta contra Galactus (que já havia matado milhares de pessoas, mas ninguém ligou antes). Aí ele sobe na nave da Xuxa e vai embora!

A arte foi outro ponto que me decepcionou. Pela profundidade (ou tentativa de) do roteiro, esperava desenhos mais sóbrios. Nos créditos finais o Moebius comenta sobre a falta de preocupação de manter as proporções de tamanho do Galactus, só que ele abusou muito desse “desapego” hora os prédios mais altos não chegam na cintura dele e quadros depois ele é menor que alguns. Só que o maior problema são as cores. Tá certo que é uma HQ do fim dos anos 80, mas a todo momento eu sentia que estava lendo algo que se passava no mesmo universo das histórias do Lobo.

Para mim valeu a compra por ler algo além de porradaria e por conta dos extras que são muito bons. Não é sempre que podemos ver como o Stan Lee manda um roteiro para um desenhista.

Nota: 5 (pra fazer caridade)

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About the Author

Gosta de criar analogias absurdas. Apaixonado por quadrinhos e cinema apesar de não conseguir decorar o nome de mais de uma dúzia de diretores, escritores e desenhistas. Acredita que o Magneto é o Jesus dos mutantes. Tem só 60kg, mas merecia pesar uns 150kg.



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