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Published on junho 18th, 2014 | by Carol Lima

Surfista Prateado: Parábola

E aí, galera!

Como bem sabem, sou uma assídua leitora de encadernados Marvel sobre personagens em específico, e ultimamente a Panini tem utilizado bastante deste artifício em inúmeras outras publicações, porém em sua maioria voltadas aos vilões (Loki, Caveira Vermelha, Magneto e, em breve, Doutor Octopus). Em mais um ronda em jornaleiros, livrarias e sites, eis que acho o encadernado de um personagem que aprecio bastante: o Surfista Prateado, em uma publicação com o subtítulo Parábola. E agora me deparo com os artistas envolvidos: Stan Lee (dispensa introduções) e Moebius (artista francês, cujo nome real é Jean Giraud, que conheci por ter trabalhado no design de filmes como o Tron original de 82, e no primeiro Alien).

Depois de uma apresentação dessas, seria meio difícil simplesmente deixar esta belíssima edição em capa dura para trás. Assim que me preparo para ler, vejo que ela é bem fina se comparada aos outros lançamentos, já que se trata de uma minissérie em duas edições lançada entre 1988-89. Não deixo isso me desanimar, e inicio minha leitura, agraciada por um prefácio do próprio Stan Lee, sobre como chegou a acordos com Moebius para conceber uma história do arauto de Galactus. Logo após, começa a história.

Silver Surfer Parable Page IIA população terrestre se vê fascinada, aterrada e vulnerabilizada pela chegada do Devorador de Mundos, o qual declara a si mesmo como Deus, e fazendo do povo meras peças para seu joguete de poder (o qual enaltece, e se torna, de certa forma, um alicerce para a história como um todo). No meio disto, um televangelista se aproveita da chegada de “Deus” e decide glorificá-lo, bem como de ser seu profeta… E o povo segue, cegamente, o que ambos tem a falar. Mas e o Surfista? Está entre nós, mas perdeu sua fé na humanidade, após deparar-se com a irracionalidade de nossa espécie, e com os males que causamos. Porém, com o caos maior que Galactus pode causar à Terra, e o fato de ter quebrado um acordo de não feri-la mais, seu arauto decide enfrentá-lo e proteger-nos.

Não pode se dizer mais acerca, justamente por se tratar de uma história curta, que pode terminar-se a leitura em menos de uma hora. Após a história, há uma leitura extra, onde há um arquivo onde Moebius fala, e ilustra, como foi o processo de concepção do projeto, o quão difícil foi de início, suas inseguranças sobre como conduziria a arte, e nos mostra algumas sketches e quadros excluídos. É bem interessante de se ler, quase apreciar o trabalho de um artista. Falando na arte, esta é muito bonita, sendo ao mesmo tempo simples/delicada/detalhada, fluindo perfeitamente com a história, com seus diálogos/devaneios filosóficos, característicos do que Stan pensa, e faz do Surfista o receptáculo, a voz de tais pensamentos sobre religião e sobre a sociedade, criticando-as de forma interessante, causando uma reflexão.

Nota: 9,0

 

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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