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Published on março 17th, 2014 | by Carol Lima

Trilogia Os Supremos

E aí, galera!

Enfim pude ler as três edições de Os Supremos, série super aclamada que aborda Os Vingadores do universo Ultimate, e que serviu para fazer duas animações homônimas, além de ter sido uma baita influência tanto para o filme do super grupo (admitido pelo próprio Joss Whedon, fã confesso dos dois primeiros volumes), quanto para o resto dos filmes do Marvel Studios. E não posso deixar de comentar acerca destes encadernados monstruosos (o único que destoa é o terceiro, muito fino), cujos dois primeiros volumes ainda contam com comentários da dupla responsável, e todas possuem galeria de capas. Vamos lá!

Os Supremos – Volume 1

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A história deste primeiro volume acompanha bastante a jornada do Capitão América, tanto até que se inicia com o personagem, ainda na década de 40, na luta contra os nazistas (aqui, os vilões sendo a raça alienígena transmorfa Chitauri), até o ponto onde tenta parar um míssil, explodindo no ar e lançando Steve na água, onde irá congelar. E segue de seu descongelamento até a adaptação ao Século XXI, o que se prova bastante complicado para o escoteiro. Mas não pense que ele é o único personagem bem abordado: toda a equipe é muito bem abordada. A forma como a história se segue de maneira bem fluida faz com que a leitura seja prazerosa. Mark Millar soube recriar bem a equipe para a nossa era, de forma crível, além de desenvolver todos os personagens de forma com que se importe com cada um deles. As cenas mais agradáveis são as que possuem interação entre os membros do grupo, que variam de conversas calorosas a embates super violentos (sim, menção honrosa à polêmica briga entre Hank e Janet Pym). E isso tudo conta com a arte quase realista de Bryan Hitch, que complementa tudo muito bem (de forma que não consiga imaginar esta revista sendo desenhada por outro artista) e faz com que algumas cenas fiquem na sua cabeça, assim como ter feito Nick Fury à imagem do ator Samuel L. Jackson, que o interpretaria no futuro.

Nota: 9,5

 

Os Supremos – Volume 2

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Todos os personagens já estabelecidos, seus papéis na equipe também… O que mais poderia ser feito? Fazer agora uma história de proporções asgardianas, mas mantendo a sutileza na hora de conduzir o enredo e o drama pessoal de cada personagem, que permeiam e aumentam, à medida que a história se segue. Tudo fica mais sombrio, desde a revelação da associação entre Bruce Banner e o Hulk (que o leva a um julgamento) até a acusação de que Thor, na verdade, seja um doente mental que acredita ser o deus asgardiano, cujo equipamento permite seus “poderes”. O grupo começa a cair nessa rede de intrigas e tudo começa a desmoronar por meio de um traidor, que o sonho d’Os Supremos pode acabar, mas eis que uma nova e grande ameaça se revela, onde a equipe contará com a ajuda de outros heróis, provenientes de outros lugares e agora até mesmo com uma ajudinha do Aranha, os X-Men e o Quarteto. A dupla Millar-Hitch mantém a qualidade do primeiro volume, e agora temos momentos onde algumas caretas de surpresa serão esboçadas (ou talvez você já saque de primeira o que realmente está rolando por trás de tudo). Desta vez o tom fica mais adulto, há mais críticas, tanto políticas quanto sociais, e crises de existência do Capitão, isso não pode faltar.

Nota: 9,0

 

Os Supremos – Volume 3

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É aqui que tudo começa a diferir bastante. Tanto o roteiro, agora conduzido por Jeph Loeb, quanto a arte exagerada de Joe Madureira. Eu gosto muito dos dois, mas acho que aqui o trabalho não ficou tão legal, não combinando muito com o que já havia sido estabelecido. A história é bem curtinha, não tem tanto suspense como antes, e quando tem, não funciona por muito tempo. Se pretende ler esta HQ, leia o texto após o segundo alerta. [SPOILER ALERT!] O enredo já começa com uma baita bomba nas mãos da equipe, quando um vídeo do affair entre Tony e Natasha (que estavam para se casar, quando esta é revelada como a traidora no volume anterior, e depois morta) é revelado para todo o mundo, o que corrói o ferroso, levando-o à bebida desenfreada. [SPOILER ALERT!] E mais outra bomba, quando a Feiticeira Escarlate é assassinada, aparentemente, de forma proposital, o que destrói seu irmão Pietro. E aí começam as intrigas… “Quem pode ser? Por quê? Como? Ah, foi (censurado)? Por causa disso?” É tudo bem rápido mesmo, dá para terminar em questão de uma hora, duas no máximo, e não é tão memorável assim, mas dá para se divertir em alguns momentos.

Nota: 6,0 

 

E é isso, pessoal. Essa é a minha opinião acerca da trilogia, espero que tenham gostado, e como última recomendação: apenas os dois primeiros volumes. Mas se quiser se arriscar (assim como o fiz), dê uma lida descompromissada na terceira edição, pois vai que você curte? Até a próxima!

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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