HQ

Published on fevereiro 4th, 2014 | by Carol Lima

Uma Nova Chance à Potestade

E aí, galera!

Como já devem ter notado, sou muito fã do Aranha (Jura?) e sempre que posso faço algum post sobre alguma novidade acerca o personagem. Desta vez, como estava cansada de suas revistas recentes (com histórias que pouco me chamam atenção), resolvi reler algumas histórias antigas que tenho e me deparo com uma em especial, a qual decidi fazer uma análise. É uma minissérie em quatro partes, lançada em 2007, perto do lançamento do terceiro filme da antiga trilogia, dirigida por Sam Raimi. Minha empolgação para com o filme acabou me levando a comprar a revista que será mencionada, bem como algumas polêmicas que a envolveram na época.

spiderman pt 2Após assistir ao filme pela segunda vez, saindo do cinema, fui direto ao jornaleiro. E lá estava: Homem-Aranha Potestade. Muitos devem saber que esse foi um caso um tanto turbulento para a Marvel, que havia colocado a alcunha de “o Cavaleiro das Trevas do Aranha“, o que gerou enorme expectativa, seguida de decepção por parte de alguns leitores, se não a maioria. Como ainda era criança, não liguei para nenhuma crítica e li sem pestanejar. Entretanto, como ainda era criança, não acompanhei o ritmo da revista e de pronto o julguei ser arrastado, deixando-a de lado por algum tempo.

Desde então, decidi que iria reler Potestade uma vez a cada ano, assim, conforme fosse envelhecendo (nossa, falou a vovó), talvez compreendesse melhor o significado da história. E isso funcionou, senão ainda estaria dizendo que a revista é simplesmente arrastada até hoje, o que seria um tanto infantil de minha parte. E o melhor, não comparar tanto com O Cavaleiro das Trevas também ajudou, afinal, são obras diferentes, mesmo que possuam caminhos parecidos e tenha uma influência explícita por parte da história de Kaare Andrews.

 

Eis que agora vejo que posso escrever sobre Potestade com um pouco mais de propriedade, assim espero. Mas, chega desse prólogo e vamos, de fato, à revista:

Se passando 30 anos no futuro, numa Nova York sem heróis, sendo controlada e enjaulada com uma Barreira Laser Protetora, chamada Teia, feita pelo governo, o qual proclama o atual prefeito, Waters, como herói. Temos então, logo no início, conhecimento de que o cara não é herói coisa alguma, obviamente, tendo uma “conversa” com um Rei do Crime em estado vegetativo. Vemos então o velho Peter Parker, que trabalha numa floricultura, o que não dura muitas páginas, vide que ele estragou o casamento de dois jovens ao enviar flores erradas. Após isso, vemos ele levando uma das flores para casa, assim como vemos a força de repreensão do governo (um grupo de caras mascarados) batendo em um moleque e prendendo-o, enquanto que um deles acidentalmente acerta Peter, quebrando seu nariz e fazendo-o cair, quebrando seu braço direito. Uma garota vê e questiona porque o velho não fez nada.

Temos conhecimento de que o pobre Peter anda sofrendo alucinações envolvendo Mary Jane, que está morta, mas apenas descobrimos a causa perto do final (fica tranquilo, não contarei, mesmo esta sendo uma história antiga, para o bem de quem nunca leu sobre). Nessa mesma noite, agora chuvosa, um antigo “amigo” de Peter aparece a sua porta: J. Jonah Jameson, que o entrega um pacote, bem como é ignorado pelo nosso velho herói, que começa a relembrar e sofrer. Jonah então, lá fora, sendo espancado pela força de repreensão por tê-los xingado, clama pelo Aranha, e se desculpa por tudo. Sim, este aparece, apenas de máscara (que estava no pacote, junto de sua câmera), cueca e meia. E tira sarro dos caras enquanto os golpeia, o que é uma das melhores partes, onde vemos Peter sendo ele mesmo. Até golpear Jonah também, coitado.

E esse é o início de uma das histórias mais sombrias do personagem aracnídeo, onde não há um momento de felicidade sequer. Agora, analisando, não é tão ruim assim. O roteiro de Andrews é até bom, contendo alguns absurdos (como a razão da morte de MJ, que é até viável, mas um tanto estranha a se retratar), mas não falha em mostrar o que prometeu, um conto sombrio do Aranha, onde mostra sua ascensão perante esses eventos, a redenção de um vilão, e mais. A arte é bonita, mesmo que para os padrões de histórias do personagem ela seja um tanto diferente, mas nada que comprometa a imagem do herói.

Homem aranha Potestade quadrinhos

A nota que daria? 7.5
Vale a pena ler? Eu diria que sim.

Tags: ,


About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



Back to Top ↑
  • Categorias


  • PODCAST DESTAQUE

  • Curta a TdG