Séries

Published on novembro 25th, 2015 | by Julio Machado

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Vermelho sobre Roxo

Essa semana estreou na Netflix a série tão esperada da Jessica Jones, tudo isso graças a sua predecessora, Demolidor, que foi muito boa mesmo e todos queriam ver a história sendo contada, além de acompanhar  como a empresa de stream e a Marvel manteriam a qualidade do produto anterior.

Jessica Jones chega num momento onde o debate sobre os direitos das mulheres e a violência contra as mesmas está em alta e vou dizer que eu esperava uma série que colocaria tudo isso na cara do pessoal com uma paulada só. Mas não foi o que houve ao meu ver (notem o ao meu ver e como humano eu posso errar e se isso acontecer postem ali em baixo nos comentários suas opiniões e me mostrem como estou errado). Na minha opinião, a Jessica Jones ignora gêneros e mostra que ela, independente de ser uma mulher, é primeiramente uma heroína e que quer resolver de uma vez por todas sua história com o Kilgrave… Esse sim, um FDP que usa mulheres e homens ao seu bel-prazer e age como uma criança mimada que quer todas suas vontades atendidas.

O Homem Púrpura usa as pessoas como meras ferramentas e essas pessoas são abordadas na série como não apenas bonecas, mas pessoas que foram violadas e tiveram abusada a coisa mais importante que podem ter, sua vontade. Diferente do Rei do Crime em Demolidor, temos um vilão que não passa por mocinho em nenhum instante de toda a jornada: ele mostra sarcasmo, ironia e um sorriso malicioso por onde passa e até sua psique conturbada é mostrada em momentos onde ele perde o controle ao encarar situações controversas.

Mas não é só de protagonista e antagonista que vive uma série, e se você pretende fazer uma história render diversas temporadas, ela tem que ter bons ganchos e excelente coadjuvantes. Luke Cage e sua pele impenetrável formam um par romântico com Jessica onde, na minha opinião, meio que um pouquinho forçadamente no início, rola uma química e eles acabam se completando. Trish, a amiga e irmã adotiva sem poderes, é mais o coração da nossa heroína e as vezes meio chata, mas até que no geral ela consegue mais ajudar que atrapalhar. A advogada Harper é o semeador do caos e age independente de tudo e todos na série e busca apenas o benefício próprio e essa busca é muitas vezes a engrenagem primordial pra fazer tudo funcionar como um relógio dentro da história. Por último e não menos importante, temos Malcolm, o drogado, que ao longo da série ganha tamanha importância que eu acho que, se Harper é o agente do caos, ele é o agente da ordem e guia muitos outros personagens para o caminho certo.

Enquanto eu digeria toda a história nesse fim de semana eu acabei me deparando com diversas análises que diziam como a série é boa, mas como as lutas são muito mal coreografadas em comparação as lutas do Demolidor (comparações vão surgir por toda parte), mas o que eu entendi disso tudo é que se você quer uma boa luta entre mocinho e vilão, você quer o Demolidor, e se você busca um conflito psicológico, você quer muito ver Jessica Jones.

Eu concebi pra mim que Matt é o corpo da Marvel na Netflix e Jessica é a mente. Seguindo essa teoria louca, eu espero que Luke seja os sentimentos e Daniel (o Punho de Ferro) seja a mistica na Casa das Ideias pra TV.


About the Author

O mártir dos spoilers. Jogador de Magic: The Gathering e leitor de bons livros como A Torre Negra do Stephen King. Gosta de tatuagens (tem um monte delas) e é muito fã de mangás... sem contar que adora um bom spoiler.



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