Livros

Published on outubro 6th, 2015 | by Carol Lima

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X-Men: Espelho Negro

Esta introdução é uma continuação direta do Texto pós-créditos do post Homem-Aranha: Entre Trovões

Por meio de um rastreamento de dados (perguntando a alguns de meus amigos que raio de número era aquele), descobri que a mensagem vinha do celular de minha amiga (Só um instante. Como que não tinha seu número?!). Fui à sua casa (em busca de respostas), ela abriu a porta e me entregou um pacote, enquanto dizia que eu deveria descobrir por mim mesma. Todo aquele mistério estava me matando. Primeiro, recebo uma mensagem envolvendo o tópico X-Men, sem muitos detalhes; segundo, recebo um pacote e sou enxotada, praticamente. Chego à casa, e descubro do que se trata o item tão guardado e envolto de segredos: o livro X-Men: Espelho Negro, escrito por Marjorie M. Liu, lançado no início de 2015 pela Editora Novo Século (antes disso, fora lançado em 2006 pela Panini). Sério que foi necessária essa trama toda (que inclusive teve um furo de roteiro ainda no ínicio)?

Brincadeiras à parte (embora a história realmente envolva minha amiga me entregando o livro, ato este o qual sou imensamente grata), recentemente terminei a leitura de mais um livro da linha Marvel, como já citado. Sua premissa é um tanto quanto interessante/inusitada, e envolve um de meus grupos de super-heróis favoritos da Casa das Ideias. Isso por si só já me cativou imensamente, e não pude deixar de fazer uma análise acerca. Antes, entretanto, devo apresentar-lhes a sinopse.

Os X-Men recebem um sinal para uma próxima missão, situada num [o local não pode ser revelado por motivos de spoiler]. Pouco depois, Jean Grey acorda num quarto, enfraquecida e, aparentemente, sem seus poderes; e pior ainda: está no corpo de outra pessoa, de um homem, o qual não faz a mínima ideia de quem seja (o que já explica sua falta de poder). Os outros mutantes que a acompanharam; Wolverine, Noturno, Vampira e Ciclope; acordam no mesmo local, mas em salas/quartos diferentes, em corpos diferentes, sem saber o que houve para tal infortúnio. Resta ao grupo se reunir (tendo que reconhecer uns aos outros por meio de certos trejeitos), descobrir quem fora responsável por tudo isso, fugir e retornar à Mansão, no intuito de parar qualquer que seja o plano das pessoas perigosas que agora habitam seus corpos.

É isso mesmo. O livro já começa com os cinco X-Men presos em outros corpos, e o leitor vai descobrindo tudo junto do grupo. E acostumem-se: essa situação dura por um bom tempo, mas de forma alguma se torna algo maçante ou bobo. Alguns trechos arrancaram risadas genuínas por parte de certos acontecimentos envolvendo Logan e Scott (e até mesmo Jean), enquanto que outros causaram certa aflição; afinal, esses mutantes, tão acostumados com seus poderes, estão agora desprovidos deles, e volta e meia se deparam com algo que desafia seu lado humano. As questões e debates provenientes de tal situação são muito boas. Por falar nisso, o diálogo é bem fluido, e casa perfeitamente com a atitude demonstrada por cada personagem nas HQs. Todas as cenas são muito bem detalhadas, desde aquelas da road trip dos mutantes, até as sequências de ação. E não se preocupem, outros personagens clássicos aparecem, mesmo que sejam poucos.

Pelo fato de agora estarem presos a corpos humanos, os personagens enfrentam situações muito comuns, mas que servem de certo aprendizado. Isso faz com que alguns capítulos sejam verdadeiras experiências bem “pé no chão“, e mesmo assim não perdem a essência de uma boa história dos mutunas. O fator negativo iria para o clímax da história, resolvido rapidamente e sem muito impacto. E também à falta de revisão de certos trechos, que carregam falta de concordância, o que incomodou bastante a leitura.

Nota: 8,5 

Texto pós-créditos: À propósito, vem certos itens junto do livro. Um folheto com lançamentos anteriores e posteriores do selo Marvel, um marca página personalizado e… Um livreto do próximo lançamento (na época): Homem de Ferro – Vírus.

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About the Author

Estudante, futura Jornalista e Marvete desde a infância, mas passando por desilusões com a editora atualmente. Tem o hábito de curtir coisas independentes, variando de música até games. Não dispensa uma boa ficção-científica.



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